sexta-feira, 16/05/2008
a casa no morro, parte 3
saiu no Palavra #29 a terceira parte do meu conto policial "a casa no morro" (pra quem duvidou da minha capacidade de terminar um folhetim começado). buena, agora só faltam duas partes. chans!
quem ainda não sabe do que se trata, leia as outras partes:
primeira parte.
segunda parte.
e mais na próxima sexta.
paf!
quinta-feira, 15/05/2008
os mundos
conversando com um amigo da faculdade:
ele: onde você conheceu o Doni?
eu: na internet.
ele: ah.
(pausa)
ele: eu conheci ele no centro de Embu.
quarta-feira, 14/05/2008
turn off
acontece de eu estar lendo um texto, que seja de crítica literária ou literatura ou qualquer outra coisa que me caia nas mãos, e de repente ela entra em jogo, toda importante e solene e metida a ter muitas significações apesar do óbvio ridículo que é estar figurando em qualquer enunciação que se pretende respeitável.
ela, a palavra, o desastre: "lúdico".
se for substantivo, se tiver artigo na frente, tenho vontade de jogar o livro pela janela.
such a turn off.
só por anunciação
deixa eu dizer: ando com uma lista de uns quatro ou cinco posts pra escrever, e então. quer dizer, eu me enrolo, e não começo, e perco a hora. tenho uns medos de posts longos, contradigo-me e apago. coisas assim. mas eu queria falar um troço que pensei sobre o filme Iron Man (e já falei pra uns e outros) e também do meu medo de Borges (enfim, enfim, talvez morto agora em um simpósio de estudos comparatistas latino-americanos e uma palestra de Davi Arrigucci), e sobre as palavras que o homem faz sem saber antes o significado, mais algumas literatices que continuam sem começo nem fim (tão difícil colocar em palavras o que não começa nem termina) e o livro que estou lendo e as casas que são de papelão e os homenzinhos que vivem nos canos das pias.
talvez seja mesmo o caso de abrir um editor de posts e só escrever, mas é essa necessidade da referência, esse peso da biblioteca e do arquivo que há sempre atrás de nós, e que tanto nos diz sobre Borges e sobre o que podemos fazer depois dele, e sobre a mania de alguns de dizer que é sempre preciso ler isso ou aquilo antes de ler aquele outro, ao que eu, desde agora, passo a responder que, pois, então devemos antes ler a Ilíada e a Odisséia e a Eneida e a Bíblia (e a Divina Comédia, e ainda outros) se queremos depois ler qualquer outra coisa.
não?
terça-feira, 13/05/2008
esses italianos
"Incrível -- cheguei a pensar --, se tudo aqui é falso, é uma obra de arte."
- o narrador de O Poema dos Lunáticos, de Ermanno Cavazzoni.
segunda-feira, 12/05/2008
por um bom sebo
meu amigo e escritor (ou meu amigo escritor, ou meu amigo que é escritor) Evandro Affonso Ferreira, antigo dono do sebo Avalovara (um ali perto da Fnac da Pedroso, que ainda existe, com outro dono), está agora com um sebo todo virtual, pela Estante Virtual.
aviso, porque Evandrinho manja de livros (manja muito mais de livros do que de vendas, diria ele). está cheio de livros de edições portuguesas e muitas coisinhas mui boas. recomendo.
domingo, 11/05/2008
as crises do míope
você sabe que sua miopia já começa a ser inconveniente quando não consegue mais cortar as unhas dos pés sem óculos.
ou, ainda, quando começa a surgir aquela crise na hora de pentear os cabelos: com óculos você não consegue pentear, porque os óculos atrapalham. sem óculos você não se enxerga no espelho.
sexta-feira, 09/05/2008
a casa no morro, parte 2
saiu no Palavra #28 a segunda parte do meu conto policial em cinco partes. leiam! e não se esqueçam de comentar e reclamar e enfim. né.
quem acabou de cair de paraquedas pode ler a primeira parte antes, que é assim na ordem que as coisas costumam fazer mais sentido.
e sexta que vem tem mais.
quinta-feira, 08/05/2008
da literatura
e me encanta a literatura pelo tanto dela que não podemos compreender, que jamais se poderá compreender; que é o que fazem os poetas -- que são todos os escritores -- quando tentam capturar com palavras o inexistente, o inexprimível e o impossível, como fez Alice ao atravessar o espelho, não saltando sobre ele, mas sim diluindo-o com a palavra, horizontalmente atravessando-o como se nunca pudesse ter havido ali qualquer tipo de oposição.
deparar-se com esse choque, com o que é a ficção e se mescla ao real, com essa possibilidade inexplicável de criar-se a si mesmo e transformar os possíveis. essa literatura que é sempre o Odradek, esse ser efêmero de forma ao mesmo tempo precisa e incerta -- impossível -- que fala em um sopro sem pulmões, porque a idéia de que ele possa nos sobreviver é eternamente dolorosa para mim.
quarta-feira, 07/05/2008
por ora
olá, olá.
talvez você queira voltar outra hora. estou sendo absurdamente devorada por redações a corrigir com um prazo curto, uma prova fantasma que nem mesmo o professor deve saber quando cai e nas entrelinhas uso o tempo para escrever o conto policial, ou que seja ler um conto do Cortázar que não deve ser lido para a aula de teoria literária.
segunda-feira, 05/05/2008
porque afinal é segunda-feira
domingo, 04/05/2008
o que deveria ser sempre o muito óbvio
tudo que é dito em coro por mais de meia dúzia de pessoas é mentira;
o que foi dito em conjunto e concordado por mais de uma pessoa é mentira;
duas cabeças em concordância produzem melhor uma mentira;
duas cabeças em concordância estão mentindo;
etc.
Olivia
não tem acento. Olivia não tem critérios. Olivia não existe. Olivia talvez
seja fruto da sua imaginação. 



