Budapeste sarou meu coração, meu peito, minha alma, meu corpo. Eu sempre quis estar ali. Parecia uma caminhada ao já conhecido, apesar do idioma nada familiar. E isso foi o mais agradável. O nada entender em letras e o afeto corpo-mente ligado vibrando, como uma criança que interpreta o mundo pela primeira vez. Nenhum outdoor falou comigo. As gôndolas do supermercado, a televisão, os cardápios, as conversas... todos são mudos. Mas que casa, que rua, que cores. Me apaixonei de novo. Por você, por mim, pela vida. E estar aqui é sempre uma celebração. Menos linguagem e mais corpo.
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