¿

quizá

machado + ace

machado


a internet, como o disco, é cultura. pena que, ao contário do disco, fica tão espalhada. por isso é alvissareiro o interesse em curar e editar e distribuir -- no presente caso, 180 páginas de reportagem, quadrinhos, ficção, fotografia, poesia, ilustração, colagens e geleia de mocotó*. essa é edição zero da Machado. que partiu da seguinte pergunta/convocação:

"se você pudesse dizer o que quisesse, do modo que desejasse, o que diria?"


~.~


R:

ace


*...e música. ouse pausar seu mp3player para ler Machado com trilha sonora d'el gardening needs. e depois baixe o EP, para ouvir dando machadadas. digo, ouvir no ônibus enquanto relê sua matéria preferida da revista, impressa em econofast numa folha de rascunho. vamos lá, vai ser legal. quer dizer, se você estiver num grande momento pode imprimir tudo colorido a laser e ler num táxi -- numa dessas é mais legal ainda. dá até pra fazer um intervalo na metade da revista, passar num drive-thru e pegar um milkshake de mocotó. digo, de chocolate.









Teatro do Concreto Armado Apresenta



Justiça Sangrenta

Tragédia histórica em um ato



A ação se passa no portão da cidade de Messina.

THOM, o galês de Iansã, e KROKUS, o polonês imberbe, conversam animadamente. A PLEBE RUDE aproxima-se em direção à floresta, com foices na mão para colher vegetais.

Thom: Buona sera.
Krokus: Tem um tempestade de merda se aproximanda. There's a shitstorm a'comin.
Thom: Sim, com efeito. Bolo de laranja?
Krokus: Gravetos e folhas. Flores. Avohai.
Thom: Precisamos sair daqui. Que lugarzinho chinelo.
Plebe Rude: (cantando) As águas vão rolar, garrafa cheia eu não quero ver sobrar...
Krokus: Saca!
Thom: Saca saca!

Krokus coloca o indicador na parte de dentro da bochecha e o puxa veloz e energicamente para fora da boca, produzindo um ruído como "plop!".

Thom: Aí, maneiro!

Pela estrada vem O FLAUTISTA DE HAMELIN, seguido por uma pequena quantidade de camundongos em péssimo estado.

O Flautista: Estou vindo de, ahm, Hamelin, expulsando os ratos que acossavam aquele feudo. Mas me encontro cansado e pobre. Gostaria de pedir uma contribuição espontânea. Para um café. Quem sabe um pãozinho recheado com favas. Mmmm.
Plebe Rude: Se manca, cara!
O Flautista: (exasperado) Aé? Aaaaéééé?
Krokus: Quac! Watch out!
O Flautista: (imitando um cangaceiro) Pois eu vô sortá esses bicho tudo nocêis!
Thom: Noooo!
Camundongos: Quiiii!
Plebe Rude: Mas... as nossas crianças!
Krokus: Dê-le seu money.
Plebe Rude: Tudo bem. Rufs. Pegue esses pilas.
O Flautista: Também me falta o dinheiro da passagem. Vim visitar um parente mas não o encontrei. Não tenho dinheiro para o ônibus de volta.
Thom: Isso é tudo que tenho.
Krokus: Mas não tem nada na tua mão.
Thom: Pra vós verdes.
Krokus: Aqui tem alguns sestércios.
O Flautista: Gostaria também que vissem essa receita médica. Sofro de gota e lumbago, é um milagre que consiga me locomover. Preciso de remédios caros e não tenho como comprá-los. Também tenho irmão doente em casa. Qualquer trocadinho é bem recebido.
Plebe Rude: A-a-a-eo, a-a-a-eo!

Voando, entra PTERODÁCTILO. Ele, num rasante, rouba a flauta.

Pterodáctilo: Ffffrwaaaaah!

Sai Pterodáctilo

O Flautista: Mas o quê?!
Thom: Já era, mai bróder.
Krokus: Os ratos!
Camundongos: Quiiii!
O Flautista: Fica frio. Tá na boa. Isso aí é claque.
Plebe Rude: Mas ah! Tentastes nos enganar! Pois iremos lhe esganar!
Thom: Vil! Torpe!
Krokus: Bobo! Chato! Feio!
Plebe Rude: Uh, esfola!
O Flautista: Pô, pega leve. Tô no maior perrengue. Aquelas cem peças de ouro que eu consegui pelo servicinho não duraram muito tempo.

Galopando um Corcel II, entra NATASHA.

Natasha: Enfim! Mamãe tinha razão!
O Flautista: Oh, não!

A moça desce do Corcel e agarra o pescoço do músico.

Natasha: Peguei-te, cavaquinho!
Plebe Rude: Sifu!
O Flautista: Ack! Gack!
Camundongos: Quiiii!
Natasha: Então pensou que poderia deixar aquele criaredo lá em casa e sair voando as tranças?
Thom: Crianças?
Natasha: Éééé. Esse corno deixou todas as crianças de Hamelin comigo.
Krokus: Então ele não praticou um infanticídio, da maneira que a História conta?
O Flautista: Hhhhhhh! HHHH!
Natasha: Isso aqui é um borra-botas. Deu um monte de balas pra piazada e levou elas tudo pra minha cabana em Biafra.
Thom: Mas então tudo não passa de uma lenda? E os escritores são farsantes?

Entram os IRMÃOS GRIMM, vestindo plumas de ganso.

Alexander Grimm: Nåø! Cømø se åtrevem?
Johnny Grimm: Falåciå!
Malcom Grimm: Åchåque!
Tião Grimm: Cåscåta!
Plebe Rude: Decepa! Esfola! Escalpela!
Justin Grimm: Nøn! É culpå dø båstårdø! Nøs nåo såbíåmøs que nå verdåde... Wrååå!

A Plebe Rude faz picadinho do quinteto.
Entra o BASTARDO, com um uniforme de bombeiro.

Graham Greene: Eu tava dando consultoria, mas esses suecos não entendem nada. São uns existencialistas burros.
Thom: Sem falar no sotaque horrendo.
O Flautista: (assumindo uma coloração azul) K-kk-kkk...
Natasha: Tá. Eu solto o teu pescoço. Mas tu vai direto tirar aquelas crianças da minha casa e devolver pra cidade!
Thom: Mas Hamelin foi destruída pelos eslavos!
Natasha: Quem falou em Hamelin? Ele que solte em um vilarejo qualquer. Tô nem aí, tô nem aí.
Krokus: Pede meu dinheiro de volta.
O Flautista: Cof, cof.
Natasha: Pega teu rumo. Vai!

Sai Flautista

Thom: Então o Flautista, na verdade, não é um assassino.
Krokus: Que fracassado! Além disso, quem toca flauta, nos dias de hoje?
Natasha: Mamãe diz que ele é baitola.
Graham Greene: Båitøla, na pronuncia nórdica correta. Se me permitem, gostaria de discorrer alguns instantes sobre...
Plebe Rude: Arrã!
Camundongos: Quiiii!

A Plebe Rude transforme Greene num instrumento de sopro, com foles.

Fanfarra de Plebe Rude: Agora vai! Taran, taran, taran, taran!

Sai Fanfarra de Plebe Rude, marchando e cantando floresta adentro. Os camundongos a seguem.

Thom: É praticamente uma charanga.
Krokus: Alea jacta est.
Natasha: Ah, cala a boca.

Sai Natasha, em seu Corcel.

Krokus: Preciso de folhas de olmo. Adeus.

Sai Krokus

Thom: Vou aproveitar enquanto aqueles camponeses estão na floresta e tacar fogo na cidade. Whe, eheheh.

Sai Thom


CAI O PANO





[bumped from 30/04/2004]


G1.com.br/reprodução


assim: eu escolho, cabalmente, numa decisão pensada e refletida, IGNORAR casos altamente populares como o julgamento do caso Isabella. eu vinha bem até cinco minutos atrás; não li nada sobre o assunto nos jornais, não assisti cobertura na tevê, não ouvi o boletim na rádio. não é que eu esteja escolhendo me alienar -- e se estivesse não acho que teria qualquer problema ou perderia nada, pelo contrário -- mas, sabe-se, é da estirpe dos casos que perpassam mesmo olhos e ouvidos fechados. num outro exemplo que sempre serve há 34872 anos, aparentemente, e também em 2010 -- eu posso ter todas muitas ressalvas a Big Brother Brasil e jamais assistir e ainda assim saber quem é Cacau, Tessália e Dourado.

mas então eu decido abrir o G1 porque os tweets dão conta de que o julgamento chegou ao final, e eu, admito, quero a informação, e agora. porque mesmo que eu escolha estar distante, é o assunto da semana, antecipado com chamadas de cobertura especial na Globonews há pelo menos duas. e dou de cara com uma foto de multidão comemorando como se fosse copa do mundo.

e como se diz vulgarmente, ME TAPO DE NOJO.

veja: eu não tinha partido. não "estudei" o caso. não "torcia" pra ninguém. não queria nem A nem B. não tinha expectativa. posso seguir esse pensamento até "não faz nenhuma diferença o resultado". porque NÃO FAZ. a Justiça está julgando o caso de uma menina de cinco (cinco?) anos morta. isso é inapelavelmente triste.


é tão triste como a história que Tatjana, minha maior amiga eterna, viu hoje: uma criança de dois anos brincando com um cachimbo de crack e o levando a boca como quem fuma, ao lado do pai capotado na rua. ela chamou a polícia. ficou lá até que chegassem e recolhessem o desgraçado maldito homem, junto com uma agente que iria aguardar a chegada do serviço social para levar a criança. fique claro: não acho que a vida da menina Isabella valha mais do que as muitas que se perdem todo dia. nem que a morte do Glauco, outro exemplo, seja mais importante do que qualquer outro assassinato cometido toda noite mundo afora. poderiam ser símbolos, mas não se tornam; são apenas GORDURA pra mídia queimar. (Daniella Perez morreu e não mudou nada. só pra constar. o óbvio.)


NÃO. EXISTE. JUSTIFICATIVA. para que centenas de pessoas acompanhem o caso de uma menina morta e comemorem uma sentença de prisão. não existe nenhuma. não é que eu me surpreenda; é que eu não consigo deixar de me decepcionar profundamente com esses que repartem raça comigo. eu sei que amanhã irão pipocar posts por todo lado dizendo "é claro, o que você esperava", mas eu tenho sangue demais, ou cinismo de menos, pra não me indignar com cenas como essa. NÃO HÁ NADA PARA SER COMEMORADO. há uma criança morta e não faz diferença, para mim ou para qualquer pessoa que não a família da menina, o rumo tomado. impunidade? prisão? perpétua? forca? talvez amanhã eu acorde mais comunicólogo e possa ver o evento com distância, possa significá-lo como uma ressaca de justiça do povo sofrido (sic), mas, sinceramente, hoje, quase 2h da madrugada, só me dá imensa RAIVA da natureza humana que, grosso modo (simplifico), transforma tudo em um espetáculo digno de -- e PARO os pensamentos porque o raciocínio vai trair minha própria crença, pequena, MICROSCÓPICA, tremulante que seja, em tudo que está estabelecido.

eu não vou entrar no campo da mídia de massa. eu não vou ponderar se aquela plateia estaria lá, morando de frente a um tribunal, se não houvesse miríade de câmeras. deveria, mas não vou, porque não posso produzir nada decente com essa raiva. poderia tirar outro screenshot do G1 que, agora, atualizado, substituiu o professor que carrega o PM ferido por um banner "Reveja fotos e a cobertura completa do caso Isabella". também porque é sabido; porque é óbvio, porque é vil e ultrajante, mas já não choca, porque capa de jornal, há muito (e muito), virou chamariz de abutres.

é tudo circo. é foguetório por sentença criminal. é o Coliseu de Roma e as bruxas queimadas pela inquisição. são os que acham justo polícia bater em professor. é um povo uma massa que só decide ter voz pra comemorar gol em Gre-nal, fla-flu. que me alimenta a misantropia e o sonho urtigão de viver no meio do nada, só pra não lembrar que divido dia-a-dia com eles. que os referenciais éticos e morais faliram, tive provado com uma professora memorável de Sociologia, isso era 1996; ainda assim, não consigo evitar a indignação. eu escolho me manter alheio em nome da minha própria permanência civil, e mesmo assim, falho.

1978; 1994, 2010 &


1994


eu poderia começar um longo post tratando do que significa fazer 32 anos, mas como detesto textos que iniciam já se desculpando, vou parar essa frase ag


tenho saudades da cabelama, mas só quando tenho saudades. porque claro que não é o cabelo, mas a juventude toda e os horizontes e tantas mais folhas em branco. e as memórias que vão sumindo; talvez o evento que mais me chame a atenção. as nebulosidades ainda que naturais e mesmo saudáveis, e as nem tanto. ter dezesseis era pensar ainda o que aconteceria numa universidade, quatro horas de guitarra por dia, juntar trocado pra ir em festa e comprar bootlegs em lojinhas escusas no viaduto da Borges. a angústia do que viria e o deslocamento de jamais ter sido assim tão jovem quanto meus pares. ter o dobro disso é poder ser ainda mais chato, decepcionar com mais propriedade, ver o bebezão da foto acima, afilhado, já esmerilhando numa banda de rock e ostentar a mesma testa enorme que o meu pai. ok, ainda não tanto. ainda mais uns três centímetros, ou anos. mas tô te vendo, cara.

e os dinossauros e as canções e as teorias e os amigos; nem tanto muda, embora o caminho vá parecendo falsamente tão traçado, mesmo que mal se vejam pegadas. e a poeira nos bolsos e os pares procriando e de repente surgindo assunto saúde na mesa de bar. os bares não mudam tanto, embora seja, sim, mais fácil pagar a conta. e os 10% que vão acumulando na barriga e as músicas que vão ganhando complexidade; hardcore (é death metal que) é sexta-feira. as texturas e tramas mais visíveis. um ir esgotando.

é tudo tão diferente e não me acostumo, embora eu seja o mesmo cretino de sempre e já anteveja tantos padrões, fora e dentro. ainda na noite passada tive aquele velho sonho recorrente: eu dirigindo algum carro, e o trevo da saída de Porto Alegre via Navegantes, como quem vai pra Guaíba e Eldorado, e as pistas em rampas altas sumindo no horizonte como eu via ao sair do colégio na sexta série. e invariavelmente o aclive surgindo demais íngreme e então asfalto colado à água sem guard-rail e qualquer movimento errado levando à tragédia e, pra ajudar, no sonho como na vida eu dirijo nulamente. não morri dessa vez. fiz um desvio a tempo de passar ao lado da descida que evitei, pra notar que caía em looping fechado como montanha russa.

não que eu esteja a salvo; mas ao menos não precisei acordar, bufar e virar pro outro lado.


ainda falta muito, mas a inevitabilidade ali; ainda falto porque não sou um inteiro. mas se somar tantos pedaços, quantos de mim faço?

e ainda, que importa?


me perguntem aos 48, quando terei uma careca redonda e bravia como a que o pai do meu pai me ensinou.


dino + forehead

aygn, novo álbum: arranco

arranco/capa


primeiro clica
aqui
pra ir baixando, depois vá até
http://verbeat.org/aygn/2010/03/arranco.html
pra ler a historinha.


meses de trabalho, areia, água, amor e barulhinhos. quarto degrau, já; nenhuma conclusão, muitas perguntas, muitas trajetórias. o que é fascinante. minha paixão de ouvinte construindo, desaguando, procurando tímpanos. não pelo caminho óbvio. mas, e por isso, vai. pratica destemor sonoro. te entrego paisagens.



(
My dear Sir

Art is useless because its aim is simply to create a mood. It is not meant to instruct, or to influence action in any way. It is superbly sterile, and the note of its pleasure is sterility. If the contemplation of a work of art is followed by activity of any kind, the work is either of a very second-rate order, or the spectator has failed to realise the complete artistic impression.

A work of art is useless as a flower is useless. A flower blossoms for its own joy. We gain a moment of joy by looking at it. That is all that is to be said about our relations to flowers. Of course man may sell the flower, and so make it useful to him, but this has nothing to do with the flower. It is not part of its essence. It is accidental. It is a misuse. All this is I fear very obscure. But the subject is a long one.

Truly yours,

Oscar Wilde
)

(pra contrabalançar o pé na porta do post anterior)





vem e tira pedaço
vem como um falcão migratório prevendo rota flanando sul e arranca pedaço
vem jogando as duas pernas pro alto como numa voadora
vem passando por cima com obstinação fórmula-1
vem numa escavadeira de ferro, vem em pá de liquidificador
vem como quem não quer nada e de súbito com uma mordida arranca um naco
vem com essa tática de hipnotizar a presa mantendo o olhar fundo nos dela pra num bote rasgar um pedaço
vem jogando no ataque e arranca a botinaço


mas
se vem
cuida


cuida que te arranco pedaço
no jogo de corpo faço uma finta e na passagem arranco um pedaço
cuida que enquanto tu morde de um lado eu mordo de outro
cuida que contraataco com feixe de energia
cuida senão antes do exoesqueleto regenerar te devoro-rex
grudo no espelho e belisco tua carne
cuida com os explosivos aéreos que, se hesitar no traçado --
te enlaço


e
se cuida
vem


vem e cuida pra que eu não te pegue sorrindo, ou te arranco pedaço
vem e arranca sorriso que nem ligo pra meus soltos pedaços
vem aos sorrisos que vou em abraços


cuida pra arrancar tudo


vem







27/04/09. criado pra ser lido em voz alta.

imagem: tomo908us // props to heartattackandvine

a gangue do Casca

/não recomendado /18+ /NSF*.*







-- mija em mim por favor mija
-- seu nojento imundo
-- mija na minha boca
-- cala a boca seu porco
-- eu adoro esse gosto de melancia
-- preciso de grana pra comprar um vestido novo não agüento mais usar amarelo
-- eu pago o que você quiser o que pedir eu pago pra tu
-- tu não tem grana nem pra ir na esquina e a gente tá sem pó
-- eu arranjo eu arranjo
-- deita aí que eu vou te comer
-- o homem é que come sua puta
-- cala a boca seu merda

eu faço assim levanto meu vestido amarelo e zap um movimento para baixo e outro para o lado e poc pof poc pof já castigo minha buceta no pau fedorento merda de pau pequeno

-- merda de pau pequeno idiota sujo oh ah ah oh
-- oh ah oh oh o o a o a oh

e pensar que quando pequeno eu fugia de água bem eu continuo não gostando muito de água mas a verdade é que mijo é quase todo composto por água preciso arranjar pó puta que pariu

-- eu vou arranjar grana pra comprar pó e um vestido novo pra tu
-- compra dois e dá um pra biba do Cebola
-- huhuhu ele tem mais roupinha que tu
-- de onde tu vai tirar grana
-- o Chico tá vindo pra cidade vou armar pra ele
-- o Chico é um filho da puta
-- mercenário montado no dinheiro
-- ele não vai te dar grana
-- ele vai vai sim deixa na minha
-- que fome vou comer um boi
-- depois vomita tudo sua bulímica de merda
-- mas tu gosta do corpinho que eu sei vale a pena não vale hein tesão vem mete mais


-- grande Chico quanto tempo
-- grande Casca desde a infância
-- quem diria tá grandão
-- soja é foda compadre
-- soja comanda
-- é o futuro transgênico todos querem soja
-- e tu é o rei
-- é isso aí eu sou o cara o Senhor Soja hohoho
-- huhuhu tá afim de uma festinha privê
-- fico na cidade até amanhã amanhã fecho negócio vou comprar outra fazenda
-- coisa boa festa pesada farra e farinha mas veio a negócios é
-- outra fazenda negócio à vista sabe como é esse ramo mas hoje de noite pode ser qual é a onda
-- festinha surpresa hahaha às onze chegamos no hotel

limpa essa melda de muquifo uma vez na vida como é que eu vou me alumar nesse paldieilo vamos visitar o soja la la la la já vou só falta eu me maquiar fico bem nessa sainha com liga que eu loubei da Tina aquela gostosa chiflei ela meti na bunda do Rolo dia desses lá em casa bom de molar sozinho é fazer o que dá vontade na bundinha vou caplichar hihihi

-- vai te foder dentuça
-- eu quero participar
-- pica
-- eu quero estar junto eu ajudo preciso de uma grana
-- não tem arrego pra tu Dentuça mongolona
-- eu faço um boquete nele e ameaço morder se ele não pagar
-- se tu morder vai cortar até a bexiga do colono huhuhu
-- eu ponho a farinha na roda
-- de onde tu tirou essa neve eu tô louco sem nada na mão
-- trouxe de Ciudad del Este só tem pra essa noite mas fica de investimento
-- como que tu passou pela alfândega
-- recheei o coelho com ela hahaha
-- huhuhu vadia filha da puta deixa eu ver essa porra
-- tira a mão do meu coelho seu fedido fodido já esqueceu é
-- bicho desgraçado vou cortar as orelhas dele com uma gilete
-- quer apanhar quer morrer seu porra do inferno
-- não encosta em mim não me bate tá legal quinze por cento fechado

-- mas olha a boneca que coisinha
-- e aí Dentuça me dá um teco dessa coisa blilhante

-- e aí olha só todo mundo reunido quanto tempo
-- faz tempo mesmo Chico como tu tá bonito
-- porra tu tá magra Dentuça e essas manchas na pele olha o Cebola quem diria embonecou
-- enchantê hihihi não vai me ofelecer uma celvejinha
-- hohoho tu continua fedorento hein Casca
-- ele agola só toma banho de mijo hihihi e a Rosa como anda
-- tá gorda feito uma vaca por isso viajo tanto hohoho
-- huhuhu cheira aqui que isso vai te fazer bem garotão

não acredito tudo mudou tanto depois de doze anos é verdade que eu também estou muito diferente agora latifundiário mas olha pra eles minha turma de infância um bando de degenerado viciado minha noooosssssa esse pó é fodão Cebola senta aqui que eu sou fodão senta aqui no meu colo tesão quem diria quando é que

-- quando é que tu começou a se montar
-- quando comecei a usar peluca
-- pra esconder aquela merda de cabelo que tu tem
-- aí um dia tomei um pole e botei uma peluca complida
-- e aí gostou de ser mulherzinha
-- e aí a Dentuça me maquiou e me vestiu e aí já viu hihihi
-- então deixa eu ver esses peitinhos

isso apelta bem gostoso hihihi molde otálio molde a isca putão ah oh a o ah hm

tá gostando né sua bicha gosta de traveco é então aproveita enquanto pode otário ô Dentuça serve um uísque pra mim vagabunda agora chupa aqui ó sua filha da puta hm a o ah ah oh

-- oh Chico deixa eu dar um tlato na sua vala glossa
-- vala quem tem é tu no meio do bunda hohoho
-- hihihi que folte musculoso tesudo uh hm hm guh hm guh hm
-- isso é que é festa bem melhor do que as brincadeiras de moleque se a gente soubesse
-- me enlaba me enlaba bem gostoso

olha os dentes sua filha duma puta eu devia estar louco quando te deixei chupar o meu pau paf vadia paf desgraçada puta paf paf

-- ô não bate na Dentuça vamos se acalmar Casca
-- qualé não gosta de dar uns tapas paf colono paf ela gosta de apanhar essa puta
-- vai com calma ah oh podem ouvir o barulho
-- ah oh não a o ah ah eu gossssssto ah oh mete enfia enfiiia
-- Dentuça puta mesmo eh ah oh mexe rebola Cebola ah que cuzinho apertadinho ara
-- ah oh espela põe a mão no meu pau olha que dulo

é mesmo tão duro na minha mão latejando trem bão que estranho sentir isso oh isso gosta que eu mexa assim Cebola gostosinha putinha ah oh eu quero quero ver como é que é deixa eu sentir isso na minha boca vem Cebola eu tô muito louco que merda

-- isso me chupa senhor da soja hihihi gosta do dulo hein ah oh ah o a agola agola
-- clic se fodeu trouxa clic clic hahaha clic
-- que merda é essa porra do caralho que tu tá fazendo Dentuça porra Casca caralho
-- amanhã vai tá em tudo que é jornal rei da soja chupando traveco se fodeu merrmão
-- filho da puta eu vou te matar
-- fica frio aí tiozinho sua biba enrustida
-- é a casa caiu pra tu agora paga ou teu império vai desabar
-- sabe que tu leva jeito pala chupar de repente tu pode alanjar um emplego na zona
-- é isso é dinheiro que vocês querem vocês armaram tudo ok eu pago eu sou rico
-- bem nessa seu trouxa paga mesmo e tem que ser agora senão se fodeu

diz pra mim onde tá que eu pego não ei espera aí onde tu vai Casca eu não gosto disso ele pode ter uma arma como é que a gente vai saber se ele não vai tentar alguma bang béing bang bang Casca Casca como é que tu tá Cebola sua filha da puta pára de gritar e vê se o colono morreu mesmo a gente tem que cair fora daqui rápido Casca onde pegou Casca tu consegue andar põe o casaco isso vem logo te apóia no Cebola o colono morreu vamos pelos fundos a maleta peguei a mala de grana pega a câmera Cebola vambora formô


-- entra ô da poeira
-- Franja o Químico qualé amizade beleza
-- e aí que houve tá mancando tomou uma rasteira meu velho
-- neguinho vacilou deu mole sorte dele que eu levo a Beretta dentro do coelho
-- Dentuça beleza chega mais tá magra hein é pó ou aids heehee
-- foi só de raspão tô novo filho da puta tentou me matar mas tá morto se deu mal
-- quê que manda diz pro teu camarada
-- toma aqui ó que lindo nota em cima de nota me dá de tudo um pouco
-- ganharam na loteria é que beleza vou colocar na sacola aqui tem de tudo um pouco
-- que coisa linda quanta mercadoria a gente vai se fartar
-- a gente vai é vender sua cadela só uma parte a gente consome
-- heehee continua a mesma mas já vão embora vamos tomar uma gelada uma bala
-- tenho que ir nessa preciso fazer umas coisas na rua beleza irmão valeu paz
-- aê Franja te cuida pinta lá pra gente ver uns vídeos hahaha
-- cês que sabem e o Cebola beleza manda um abraço pra boneca onde anda
-- foi pra faca pegou uma grana e mandou cortar o pacote agora tá na recuperação
-- que espetáculo me chamem na inauguração alto estilo levo umas paradas preza
-- pode apostar botou silicone em tudo vai ficar uma mulherzinha mesmo hahaha

merda eu sabia que não devia ter feito esse HIV e agora que merda merda que merda o que é que eu vou fazer merda merda me abraça coelho me abraça merda merda que merda como é que eu vou contar pra todo mundo que merda não sei se tenho coragem vou pular do alto do prédio vou sim vou merda coelho meu coelhinho querido eu quero morrer

-- pára de vomitar e vem ver o que eu trouxe pra tu
-- comi seis pizzas larica fodida que liiiindo esse vestido Casca amei adorei
-- eu disse que trazia princesa eu disse eu prometi pra tu comeu melancia hoje
-- eu amei eu amei vem cá vem vou te dar um chamego seu puto
-- mija Magali mija em mim mija na minha boca amor


e pensar que quando moleque eu não gostava de me molhar.








17 abr 05. criado para um especial Fanfic Hentai e publicado originalmente na saudosa revista Patife. extrapolado de um trabalho de comunicação comunitária (=teatro) lá dos tempos da faculdade. qualquer semelhança com personagens verdadeiros ou fictícios é bastante verossímil.

constando [movin' along]

quando EMPERRA, melhor deixar pra lá a vontade de empurrar.

~.~

ir embora, inclusive, é algo que tenho praticado efusivamente. como amanhã recomeça o trabalho, vou ter que dar uma diminuída.

~.~

férias de trâmites caseiros, chamar vidraceiro, trocar resistência do chuveiro, arranjar uma cortina nova pro box, insistir pra que consertem o porteiro eletrônico, confrontar a locaweb, editorar livro, aumentar a filmoteca, trocar o dia pela noite, almoçar em locais e horários estranhos, limpar uma únca gaveta, cozinhar regularmente, escrever em folha de alface, parar de comer queijo, comprar uns 18 sacos de gelo, errar o dia de uns exames, dar comida pra um gato que veio dar uma banda na área de serviço, ignorar toda a internet possível, jamais ler jornais, quebrar três copos, perder uma aposta sobre filologia, descobrir uma amiga grávida, usar tênis de corrida, invocar antepassados, assistir dois episódios de Megaconsertos e um de Rússia Selvagem, manter o utorrent sempre aberto, planejar o inverno, agüar minha sociopatia etc.

~.~

pues que ainda me atravessa desde janeiro um COLESTEROL FEELINGS, só que do tipo chato, que vem com colesterol numbers no pacote. então exercícios muitas vezes por semana sem qualquer queijo e saladas e fibras e requeijão zero. estranho notar como o ZERO adiciona muito ao valor de qualquer produto. requeijão com amor custa 3 pilas, requeijão ZERO custa seis. e ler rótulos e procurar numerinhos indicadores de gordura e até bem bom o sorbet ZERO da marca líder apesar de tão caro e já contei que eu tive que parar de comer queijo? e se você falar em queijo branco eu vou te ignorar porque tem certas coisas que não podem ser maculadas e eu nunca tomei nem vou tomar um suco feito de soja, diga-se.

cause do you know what I am, baby? GORGONZOLA CHEESE.

fora frequentar os queijófilos anônimos, tudo vai bem, no entanto.
mas se o médico resolver implicar com meu VINO, aí vai dar rusculho.

~.~

evidente que alguma saudade de viajar, mas logo se resolve.
tanto melhor, nenhuma saudade de nuggets.

~.~

contrato para amanhã: guindaste e reboque.

~.~

ou: brabo mesmo é a vontade de emperrar.

Retrospectiva 2004

preá-m'bulo
no final de 2003 eu quis dar de engraçadinho e publiquei uma retrospectiva do ano que viria, 2004, num misto de piada pronta com invencionice bobajosa. hoje, ao procurar uma imagem do antigo template do berêblogger, dei de cara com o post -- e tudo continua muito parecido, claro, só trocar uns nomes, porque nossos clichês continuam crocantes, sivuplê. yoplait danonito xanxerê xandele. ler as velharias do blog me deixa com saudades de fazer ainda menos sentido.




30.12.03 :::
É o Bereteando se adiantando outra vez!
Lá vamos nós.
Here we go.
Bámonos.
Upa.


JANEIRO
: No litoral do RS, os salva-vidas reclamam das baixas diárias pagas. Ameaçam greve. A população fica nervosa. O governador Rigotto tem um ataque dos nelvos e precisa de outra aplicação de botox, urgente.
: Um tubarão é encontrado bebendo cerveja num quiosque na Praia de Canô, Alagoas. Populares dizem que, depois de pedir uma porção de mariscos, o barbatanudo fugiu sem pagar a conta.
: O inverno em Reikjavik atinge -85 graus Celsius e congela 120 mil islandeses. Um avião da Cruz Vermelha vira gelo em pleno ar, cai e espatifa. A OPEP não gosta e manda construir um muro à volta.
: Recomeça o Carnaval da Bahia. Parece que é o carnaval de 1976, que não acabou ainda.


FEVEREIRO
: Chegam nas telas brasileiras os candidatos ao Oscar. Tom Hanks faz outro papel de bonzinho sofredor que chega à vitória no final do filme. Robin Williams entra em depressão.
: Início do Carnaval, conforme calendário oficial. Alguma destaque siliconada faz escândalo no Sambódromo. As vinhetas da Globo causam paralisia mental em 18 crianças do Espírito Santo.
: Em Davos, milhares fazem protesto contra a globalização e botam fogo num bode. Vivo.
: Os veranistas de janeiro reclamam que o clima em fevereiro é melhor, todos os anos. Um metereologista é torturado na praia de Albatroz.
: As crianças nascidas no dia 29 estão amaldiçoadas para sempre.


MARÇO
: Carandiru não ganha o Oscar de melhor filme terceiromundista. A classe artística diz que "nem queria mesmo", mas José Wilker é flagrado chorando copiosamente.
: Palocci declara que a estagnação da economia no primeiro trimestre é fruto da temporada de verão e que as expectativas continuam excelentes para 2004, que na verdade começa em 2006.
: Saddam Hussein é visto fazendo compras em Paso de Los Libres. Os Estados Unidos acionam o alerta laranja e, por engano, um estagiário de chapéu de caubói chama o Jota Quest para tocar a musiquinha da Fanta no Salão Oval. Bush gosta.
: Os números sorteados na MegaSena do dia 26 são 05, 08, 12, 24, 27 e 40.


ABRIL
: O varejo supermercadista festeja as vendas recordes de chocolates para a Páscoa. A indústria farmacêutica e a classe médica também festejam o maior piriri de todos os tempos.
: Começa o Campeonato Brasileiro de futebol. Depois do Estatuto, que pede transparência, a Globo assume - só vai passar jogos de Corinthians e Flamengo. Eurico Miranda sobe nas tamancas, monta num porco e roda a baiana, que fica tonta.
: O loser do Guga perde na estréia do torneio da Pomerânia para um tenista curdo maneta.
: Tony Blair é visto com Boy George e George Michael num pub suspeito, o que causa queda na bolsa de valores da Tailândia e, por extensão, um quase-colapso da energia elétrica no Brasil. Blair se defende, dizendo que só queria um "pint", saco! Em seguida, muda o nome para George Blair.
: Em Tangamandápio, nasce o Anticristo.


MAIO
: A Sony e a Phillips, em consórcio, lançam o DVD que frita ovo e faz torrada. A JVC contra-ataca com um celular que contém vitamina B12 e evita o câncer de orelha.
: Trocentos milhares de noivas causam superlotação nas igrejas de todo o Brasil. As floriculturas e os advogados exultam.
: Bush manda explodir Tangamandápio. Funciona.
: O mês, ao contrário do esperado, dura 38 dias, aniquilando boa parte das classes mais baixas. O problema da fome é reduzido em 45%. Guido Mantega promete que "não faz mais isso", mas os analistas econômicos duvidam.
: Começa a programação 2004 da Globo, que anuncia um monte de filmes que só vão passar no Natal.


JUNHO
: Começam as Olimpíadas de Atenas. O Brasil fica em sexto lugar na classificação geral, com 39 medalhas. Os Estados Unidos vencem, com 1652 medalhas.
: Sherazanga Nganzade leva o primeiro ouro para o Chade (vulgo Tchad, vulgo Cha'ad), no Tiro com Zarabatana Dançando Ragatanga. O australiano Joe Joe Ribeiro, segundo lugar, não gosta e atinge Nganzala com sua zarabatana. Antes de ser capturado, Joe Joe abate 14 agentes federais, e ganha menção honrosa.
: O Carnaval na Bahia é interrompido para os festejos juninos. Pouca gente nota.
: Palocci declara que o declínio da economia no segundo trimestre é fruto das Olimpíadas e da ressaca do Carnaval e que as expectativas continuam boas para 2004, que na verdade começa em setembro de 2006.
: O Papa João Paulo II diz que o Tônico Sexual Tonoklen mudou sua vida. Ele e Pelé topam estrelar um novo comercial de Vitasay, filmado nas ruínas de Pompéia. Em Lisboa, algumas orquídeas começam a devorar pessoas, deixando o número 666 pintado na parede. Com sangue.


JULHO
: Neva na Serra Gaúcha. Pneumologistas exultam. Fabricantes de roupas pesadas compram mansões. Ovelhas migram para Manaus.
: A passagem de Netuno pela Casa XII forma uma quadratura com Saturno, trazendo a Peste Negra de volta. O movimento GLS acha "hor-ro-ro-so", "ca-fo-na" e "uma baba".
: O Brasil lança seu novo satélite. O "Tupi IV" dá quatro voltas em torno da terra e atinge em cheio o "Crusader LXXIII", dos Estados Unidos. Os satélites caem no Alabama. Bush declara "alerta vermêio" e manda explodir o Alabama. Quando se dá conta do que fez, culpa a ONU, o Eixo do Mal e o Imperador Ming.
: Bill Gates se candidata a prefeito de Gigabaite do Oeste, Mato Grosso do Sul.
: Sting, Elton John e Paul Simon lançam um disco de world music. A ONU intervém e Bush explode os três.


AGOSTO
: Começa a droga da propaganda política gratuita. A novela das 20h, que geralmente é dàs 20h45, passa a iniciar 21h15. Assistir o Jô fica impraticável. Doutor Vandir, do 408, é pressionado a fazer sexo com sua esposa, mas por sorte acha em VT um compacto do citadino de biribol de Birigüi, 1972.
: Elijah Wood, o ator que interpretou Frodo na trilogia do Senhor dos Anéis, diz que, na verdade, é um hobbit. Ninguém dá a mínima.
: Mike Tyson e O. J. Simpson estrelam "Double Fuça", thriller brasileiro de ação, rodado inteiramente no Deserto de Atacama. Beto Brant dirige - à distância, do tele-estúdio instalado em sua casa.
: Numa encruzilhada escura em Nova Armani, zona sul do Maranhão, dia 13, catorze cachorros castrados enfrentam três tigres tristes. A defesa civil intervém, abate tudo e doa para o Fome Zero.


SETEMBRO
: Chega a primavera. Um casal de esquilos transgênicos, foragidos do laboratório de biogenética da UFRGS, reproduz-se de maneira frenética. Multiplicam-se logaritmicamente. No dia 29, o Parque da Redenção, em Porto Alegre, desaparece.
: Stênio Garcia e Tarcísio Meira filmam Juba e Lula, Ho! 2 - A Missão.
: Nas comemorações de 7 de setembro, o presidente Lula peida no palanque. "Foi o companheiro cavalo", diz, gargalhando, à dona Marisa.
: A Pepsi lança seu novo refrigerante com sabor de Tâmaras Frescas no Deserto sob a Luz da Lua. Caetano e Gil acham "lindo" e Neguinho da Beija-Flor resolve escrever um samba-enredo para 2005, intitulado "Iluminou: A Sociedade Moderna e as Tâmaras Frescas no Sertão sob a Luz da Lua e o Rei do Baião na Passarela".


OUTUBRO
: O Brasil pára dia 3 - chegam as eleições. O carnaval é suspenso por 18 horas na Bahia. Dia 4, o Brasil continua. Igualzinho. Nada muda.
: Paulo Coelho lança As Rebarbas de Gaetano, suspense esotérico em que um padre tenta ardentemente reencontrar o amor de sua vida, mas não se dá conta de sair da sacristia. Fracassa fragorosamente.
: Mãe Dinah pressente sua própria morte, esmagada por uma bigorna. Mas não dá bola, por "não acreditar nessas charlatanices". Dois dias depois, morre engasgada com um torteii empanado.
: Daiane dos Santos realiza o "Duplo Twist Carpano Enfiado", e é expulsa da Federação Mundial de Ginástica.
: Durante um show em Helsinqui, os lábios de Mick Jagger caem.


NOVEMBRO
: Faz sucesso internacional as Xup Girls, grupo de axé que canta em inglês e rebola em português. "Come to Ae Ae Ie Ae", o primeiro álbum, vende mais de dezoito milhões de cópias no leste europeu. O single Come Here ("Come Aqui"), de Sullivan e Massadas, é a primeira música brasileira a tocar na Cerimônia do Chá da rainha Elizabeth.
: Jack deJeanenne torna-se o primeiro homem a beber um refrigerante de tâmara no espaço. Dezoito minutos depois, torna-se o primeiro homem a sofrer uma congestão num ambiente de gravidade zero.
: Começa a cagagésima temporada de Simpsons, com os novos personagens Terry, o Pescador Maneta, e Alyia, a Albina, namorada de Bart. Rufus, o Hamster de Plástico, faz uma aparição no episódio educativo "Bart e a higiene íntima".
: Morre, aos 89 anos de idade, Raimundo Nonato de Nonato y Noñato, considerado pela revista Science o "Pai do Rádio a Lenha".


DEZEMBRO
: O Natal cai num sábado, trazendo um nível de blasfêmia jamais visto no Ocidente.
: As vendas atingem volume recorde, notadamente pelas bonecas, cds, roupas, maquiagem, kit cantora, kit guaraná, kit lipoaspiração e kit quét das Xup Girls.
: O sensacionalista The Sun estampa na capa, em garrafais: Papai Noel torna-se avô solteiro.
: É finalmente revelado o terceiro segredo de Fátima: "manga com leite empedra". E, numa nota de rodapé, as ainda não compreendidas inscrições "Toniolo '92".
: Chega 2005. A Bahia comemora inaugurando o Reveillon de 1979. O mundo toma outro imenso porre coletivo.






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o template? achei. aumentou preambulada nostálgia.


~.~


eu sei que 2010 já começou, mas ó: que lhe seja leve e agradável, faço votos. mesmo. aliás, é o que eu estou fazendo agora. vote consciente, inclusive. volte sempre (nunca). tô contigo e não há, bro. é que meio saco cheio de calendas, dei de arremedar o relógio, olho pra ele e fico resmungando a hora que ele me diz, nhuasnhinhezoitonhinhenhem fufufu. parei na lixeira da calçada, peguei dois sacos e trouxe pra dentro, só pra ver se a inversão causava uma epifania de réveillon, mas nem.



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